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23/10/2009

O contato com a natureza em Chitwan National Park

Bom, se você pesquisar na internet, ou nos guias sobre o Nepal, você vai encontrar várias referências sobre pacotes que eles fazem em Chitwan.

Um dos lugares mais recomendados pelo Lonely Planet, e o que eu inicialmente estava planejando ir, é o Eden jungle Resort, e o pacote deles sai por 80 dólares por 3 dias e 2 noites. Entretanto, como eu fiz um pacote com o pessoal do Green Park Hotel que eu fiquei em Pokhara e acabei indo para o Tiger Wildlife Camp Hotel, que não é um hotel ruim mas tenho certeza que é bem menos popular que o Eden, pelas minhas contas acabei pagando 60 dólares pelo pacote e 450 Rs por uma noite extra.

O que mais me agradou no hotel foram as pessoas que trabalham lá, os "guias" que te levam para todos os lugares do programa. O dono do hotel não me inspirou simpatia nenhuma portanto acabei nem trocando muita idéia com ele.

Frente do Hotel

Bom, o pacote inclui café, almoço e janta, e em todos eles são refeições vegetarianas. Inclui visita ao breeding center, assistir ao teatro local, banho com os elefantes, museu dos animais, estábulos dos elefantes machos, assistir ao por do sol, passeio de canoa, jungle walk, e andar de elefante e ver rinocerontes. O pacote também inclui o ônibus para Kathmandu, Pokhara ou para a fronteira da Índia.

Para quem não quer se preocupar com nada, está apenas ali para curtir, talvez eu recomenda o pacote MAS para quem esta fazendo mochilão, e se acontecer de eu voltar novamente, eu não pegaria pacote alguem.

Antes de falar sobre o parque, deixe me esclarecer algo que em lugar nenhum eu encontrei, portanto eu acredito que seja uma informação bastante útil. Quando eu li sobre o Chitwan Park, li sobre uma taxa que você paga de 2000 Rs para entrar no Park, pensando nisso, comecei a somar as atividades que incluem o pacote e se cada uma delas eu fosse pagar essa quantia ia acabar saindo mais caro, portanto esse foi o motivo que eu acabei pagando pelo pacote, MAS, o que ninguém sabe e o que ninguém diz, é que NENHUMA das atividades, com excessão do Jungle Walk, é DENTRO do park, e embora o Jungle walk seja dentro, ou melhor, na borda do parque, não acho que você tenha que pagar por essa taxa de 2000 Rs. Portanto fica a seu critério.

Teatro Local

Todas as noites, o pessoal local de Tharu, se apresenta no teatro. São danças locais e muito interessante. Não tivemos que pagar nada, mas acredito que se tiver que pagar algo, é coisa de 10 Rs.

Apresentações no teatro local

Breeding Center

Este é o lugar onde as mamães elefantes ficam com os seus bebês. As fêmeas ficam presas mas os bebês ficam perambulando pelo local, portanto leve uma banana ou biscoitos pois você terá tempo suficiente para brincar com eles.

O ticket se não me engano custa 50 Rs e você pode chegar lá em uma boa caminhada ou alugue uma bicicleta.

Eu com o "bebê" elefante

Elephant Bath

Já pensou em dar banho nos elefantes? Quer dizer, este é o nome que eles dão, mas na verdade você não vai dar banho em elefante algum mas sim brincar com eles dentro da água. É uma experiência pra lá de interessante e divertida e foi uma das coisas que eu mais gostei, o que me fez voltar lá todos os dias que eu estive em Chitwan.

No programa diz que está incluso, mas o que eles não dizem é que está incluso te levar até o local, mas para brincar com os elefantes dentro da água são outros quinhentos, ou melhor 100 Rs.

O lugar onde eles tomam banho fica à 5 minutos do hotel.

Minha foto preferida! Tomando banho cmo os elefantes!

Elephant Stable

O estábulo é onde os elefantes machos ficam. Não tem muita diferença do Breeding Center mas é interessante. Não acho que você pague alguma coisa para passear pelos estábulos mas vale a pena dar uma conferida no museu que tem ao lado, 25 Rs (que também não está incluso no pacote), onde você tem a oportunidade de ver de rinocerontes bebês até cobras que vivem em Chitwan (não, nada está vivo) :)

Nos estábulos

Por do sol

Depois dos estábulos, uma boa caminhada até a beira do rio, onde você tem a oportunidade de
sentar em um restaurante, pedir uma cerveja e apreciar um lindo por do sol. Se tiver sorte, como eu, ainda tem a oportunidade de ver crocodilos na margem do rio.

Mais uma vez, não se cobra nada para ver o Por-do-sol :)

Dispensa comentários né?! :]

Passeio de Canoa

No mesmo lugar onde você assiste o Por-do-sol, você começa o seu passeio de canoa. É aproximadamente 45 minutos descendo o rio e apreciando a paisagem. Vários tipos de pássaros e se tiver sorte (eu não tive), ver mais crocodilos.

Não sei quanto custa o passeio de canoa, mas mais uma vez não deve ser muito.

Jungle Walk

O Rio que você desce de canoa é também a fronteira do Chitwan National Park. O passeio que começa pela borda do rio e te leva em uma trilha até o ponto que você começou o passeio de canoa não teve emoção nenhuma. É realmente uma boa caminhada, mas além de macacos e vários insetos, não vimos nada de interessante. Ah, no fim do passeio vimos outro crocodilo na margem do rio novamente, mas não tinha nada a ver com o Jungle Walk.

O jeito foi sentar novamente em um dos restaurantes, pedir uma cerveja e assistir ao por-do-sol novamente :)

Elephant Ride

Ai está uma das coisas mais interessantes para fazer em Chitwan. Passear de Elefante. Em cada elefante vão 4 pessoas, cada uma sentada em uma ponta. Eu levaria algo para colocar debaixo onde você senta ou apoia as pernas porque depois de um tempo pode se tornar extremamente desconfortável.

O passeio de elefante é famoso porque você tem a oportunidade de ver rinocerontes (ou como eles costumam dizer, se tiver sorte, até tigres) durante a sua trilha. Mas isso vai da sua sorte, pois você pode ver OU não ver. O pessoal que estava no hotel e que fez o passeio no dia anterior ao meu não teve a oportunidade de ver os rinocerontes, e para ser bem sincero, se você não ver rinocerontes pode ser uma experiência um pouco, digamos, frustrada.

Conheci pessoas que estavam indo pela segunda ou até terceira vez porque queriam ver os rinocerontes. Embora seja um passeio popular não achei uma agência que garante que você vá ver um.

Bom, eu tive a oportunidade de ver, não só um mas 3 deles. Uma fêmea, um "bebê" e um macho. Conversei com pessoas que viram 4, pessoas que não viram nenhum e até histórias que alguém viu tigre mas foi muito rápido para tirar foto.

O custo do passeio de elefante é 900 Rs + 500 Rs do permit que você precisa ter. E mais uma vez, isso é feito fora do parque.

Na "caça" aos rinoscerontes

Bird WatchNo passeio também estava incluido um passeio para ver os pássaros, mas como isso significava acordar as 6 da manhã eu resolvir deixar essa passar! :)

Como fiquei bem próximo do pessoal que trabalha lá, durante a noite eles me levaram para conhecer a casa deles e os amigos. Ficamos conversando, eles tocaram violão e cantaram músicas do nepal. Me deram o nome de Kantcha, que significa "irmão mais novo", e disse que quando eu tiver uma namorada pra eu chamar ela de "Kantchi" :)

Eu estou adorando os amigos que tenho feito no Nepal, as pessoas aqui são extremamente simpática e tem um amor maior do mundo. Eles me fazem sentir, em vários momentos, como parte da família.

Enfim, o passeio foi legal, teria feito diferente mas valeu a pena. Definitivamente é um lugar que quero retornar.
Espero que tenham gostado. sigo o meu caminho agora para Kathmandu.

Por Rafael Faria às 08h49

Crítica de Albergue - Pokhara

Durante a minha viagem entre a fronteira da Índia e Nepal, ficamos em um hotel do lado do Nepal. Chegando lá, eles me ofereceram diversas opções de hotéis, entre outras coisas. O flyer me agradou mas não fiquei muito empolgado porque eu sei que nem tudo que você vê é real. Mas como eu não tinha nada programado resolvi aceitar uma noite no hotel pois outras pessoas também iriam ficar lá e se não me agradasse eu mudaria no outro dia.

Paguei 350 Rs (nepali ruppees) embora eles tivessem tentado jogar o preço lá em cima.

Cheguei em Pokhara e havia um carro nos esperando, grátis, que nos levou até o hotel.

O hotel fica em um lugar mais calmo, 10 minutos dos principais shops, bares e restaurantes, mas ainda no lakeside.

O quarto é bem limpo, banheiro com água quente (finalmente) e as pessoas que trabalham no hotel são realmente ótimas. Alias, foi o que mais me fez decidir ficar os outros 4 dias que eu fiquei em Pokhara. Sunir, o rapaz da recepção, me ajudou em tudo, organizou todos os meus tours, me deu vários descontos, e ainda marcou a minha passagem Kathmandu - Delhi por um preço que eu não consegui achar na internet.

Quarto do Hotel

Logo do lado do hotel tem um internet café e ao longo da rua principal, do lado do lago, existem uma variedade imensa de ótimos restaurantes.

Eu, com certeza, se voltar um dia para Pokhara não penso duas vezes, ficaria lá novamente com certeza!

Recomendado!

Nome: Green Park Hotel
Diária mais barata: 350 Rs.

Por Rafael Faria às 08h49

Hello Nepal, primeiros dias em Pokhara

Pokhara é fantástico. Ar puro e muito verde. A cidade oferece uma infinidade de opções de atividades, trekking, rafting, paragliding, mountain biking, kayaking, entre outras.

A maioria das pessoas vem aqui para fazer trekking, 4 dias, 8 dias, 20 dias, todo tipo de aventureiro. O destino mais procurado é o Annapurna Circuit Trek, que leva por volta de 12 à 19 dias, dependendo do que você faz. Este é o que eu gostaria de ter feito, infelizmente não tenho tempo para faze-lo. Outro que eu também tinha interesse é o Everest Base Camp (EBC), que leva por volta de 18 dias. Mas com certeza voltarei aqui um dia para fazer um desses dois.

Um ótimo guia do Nepal e várias informações sobre Trekking, é mais uma vez o Lonely Planet. Praticamente todos os lugares que eu viajo eu levo comigo um guia, fica fácil ter a informação que você precisa na sua mão e você vai ver praticamente todos os mochileiros fazendo o mesmo.

Resolvi ficar apenas 4 dias em Pokhara, sem pressa, relaxando e curtindo a paisagem.

Aluguei uma bicicleta, 30/40 Rs a hora, dependendo da sua paciência de negociar, e fui explorar a cidade. Muitas pessoas alugam motos também e vão até as montanhas. No lakeside você encontra todo tipo de loja, principalmente lojas de trekking. Mochilas, saco de dormir, luvas, botas e praticamente todo o equipamento que você precisa. Como estou indo para Kathmandu resolvi comprar uma mochila nova por lá uma vez que o pessoal do hotel me alertou que tudo em Pokhara vem de lá e com certeza ia ser mais barato.

Na rua principal do Lakeside você também encontra ótimos restaurantes e bares. Os preços variam, mas pode contar que vai ser um pouco mais caro que a Índia, mas a comida, sem comparação!

Tirei um tempo para ler em volta do lago, rodeado de montanhas, um cenário perfeito.

Fewa Lake

Um programa que não pode faltar na sua visita à Pokhara é ver o sol nascer em Sarangkot. O hotel que eu fiquei organizou tudo, teoricamente iria me custar USD 18, embora você pode combinar com algum taxi na rua e ele te leva por mais ou menos 800 Rs.

Resolvi fazer um pacote com eles, o que inclui a visita para Sarangkot, 3 dias e 2 noites no hotel da mesma rede em Chitwan, e 1 dia de rafting que custa USD 30. Tudo isso mais uma noite em Kathmandu no hotel deles também saiu por $111 dólares. Achei em conta e resolvi fechar.

Enfim, a visita em Sarangkot é surreal. Acordei as 4h45 para subir até lá. São 30 minutos e embora era bem cedo fiquei feliz de ter saido esse horário porque realmente enche de turistas. Mas é mágico ver o Himalaia nascendo com o sol pouco a pouco. Tive sorte que o céu estava limpo, pois fiquei sabendo que muitas vezes o pessoal vai lá e está nublado ou até chovendo. É loteria.

Minutos depois que o sol nasceu em Sarangkot

Fique atento, porque na entrada do viewpoint, guias vão entrar no seu taxi e te oferecer o serviços deles. Ignore, diga que não precisa de guia porque lá você realmente não precisa de guia, mas fica a seu critério.

Eu e Daniel, um irlandês que eu conheci na fronteira da Índia, alugamos uma bicicleta e fomos até Old Pokhara, onde tivemos a oportunidade de ver uma Bat Cave, onde existe um templo dentro da caverna e é ligada à Devi's Fall, outro lugar bonito para se visitar e também um campo de refugiados do Tibet.

Sentamos para uma cerveja e tivemos oportunidade de conversar com vários locais. As pessoas realmente são bem amigáveis por aqui.

Amiguinha que eu fiz lá em Pokhara!

No outro dia resolvemos fazer um passeio de barco pelo lago e subir até a stupa que existe no topo. Uma caminhada de aproximadamente 45 minutos mas bem agradável e com vistas incríveis.

Mais uma vez conhecemos um nepalense que mora no vilarejo, descendo a montanha do outro lado. Sentamos para uma cerveja no topo, perto da stupa, e ao anoitescer ele se ofereceu para nos guiar até embaixo. No caminho nos mostrou a sua humilde casa, onde não tem energia e o único bem que eles possuem, além da casa, é um buffalo d'água. No vilarejo morro abaixo sentamos mais uma vez para tomar uma cerveja, junto com 2 franceses e diversos outros nepalenses que moram na região.

Eu e Daniel na Stupa

Por fim, pegamos um taxi de volta para lake side. Foi uma experiência bem interessante e tive a oportunidade de conhecer bastante gente.

Pokhara é uma cidade incrível e eu com certeza quero voltar aqui para fazer algum trekking. Talvez o Annapurna Circuit Trek. Espero rever os amigos que eu fiz por aqui e se Deus permitir, trazer alguns dos meus para que possam compartilhar da mesma experiência que eu tive.

Sigo o meu caminho em direção à Chitwan. Trago mais notícias de lá.

Por Rafael Faria às 08h48

Atravessando a fronteira entre a Índia e o Nepal

A forma mais popular de atravessar a fronteira do Nepal é por Sanauli. Portanto estava me programando e pesquisando na internet vi que eu teria que pegar um trem de Varanasi até Gorakhpur, que custa por volta de 150 Rs em Sleeper sem ar condicionado, depois um ônibus para Sanauli, 60 Rs, depois de lá você pega ônibus para Pokhara, Kathmandu ou Chitwan.

Bom, como eu havia dito no post anterior, eu resolvi ir de ônibus. O pessoal do hotel me ofereceu um pacote que incluia o ônibus de Varanasi até Sanauli, estadia em Bhairawa, depois outro ônibus até Pokhara ou Kathmandu. Achei uma alternativa simples.

A compania "Paul Travels", que segundo o Lonely Planet, não é recomendado, não é a melhor do mundo, mas fez o serviço direitinho.

A saida do ônibus na frente da agência

Saimos de Varanasi por volta às 8h45 da manhã. No ponto de encontro você ainda recebe um café da manhã, quer dizer, um pão com ovo.

O ônibus, que eles chamam de "deluxe", não tem nada de mais, é só para diferenciar dos ônibus locais. Não tem ar condicionado, os assentos são um pouquinho melhores. Com a chuva, mais uma vez, começou a pingar dentro do ônibus e adivinha, no meu banco, e para não ter que sentar no molhado denovo, tive a sorte de ter outro assento livre do meu lado.

Israleneses no ônibus não tinham nenhum senso ao fumar dentro do ônibus. As estradas são horríveis. Se você precisar ir no banheiro, basta pedir ao motorista e ele encosta o ônibus em qualquer lugar. Mulheres se ajeitavam como podiam na beira da estada.

A parada pro almoço foi em um mukifo que eu nem tive coragem de comer.

Enfim, chegamos as 20h30, isso porque seriam apenas 8 horas de viagem.

Na fronteira, você primeiro passa pela Índia, para pegar o visto de saida. Ignore os tuktuks que ficam se oferecendo para te levar porque não é longe, são apenas 300mts.

Na imigração da Índia

Como eram apenas o nosos ônibus, passar pela Índia foi fácil, embora eu não sei como eles controlam quem passa e quem não passa porque você pode simplesmente andar até o outro lado do Nepal.

Finalizado com a Índia, andamos até o Nepal.

Lá entramos no escritório de Imigração, uma pequena casinha onde eles te dão o visto e carimbam o seu passaport. O visto custa 25 USD para 15 dias, 40 USD para 30 dias e 100 USD para 90 dias. Mais do que isso você precisa ir em Kathmandu e extender o seu visto.

Peguei o de 15 porque não tenho muito tempo por aqui.

WELCOME TO NEPAL!!!

WELCOME TO NEPAL

Parece sonho, mas estou no Nepal! :)

Fizemos check-in no hotel, bem simples, mas o pessoal muito simpático. Alias, adorei o pessoal aqui no Nepal, pelo menos a primeira impressão agradou bastante.

O hotel, como eu disse, era simples, chuveiro com água fria, e no quarto eu quase fui carregado pelos mosquitos. Bom antes mosquitos do que bed bugs.

Galera jantando no hotel

Lá, eles me oferecem um hotel em Pokhara, Green Park Hotel. Como não tinha nada programado resolvi aceitar e ficar pelo menos uma noite lá para ver como é, caso eu não gostasse eu mudaria para outro. Alias, não acredite em tudo que você vê no flyer que eles te mostram, é tudo photoshop :) Paguei 350 Rs embora eles queriam me cobrar 450 Rs.

No outro dia, o ônibus saiu as 6h45 e o caminho até Pokhara é lindo, tirando as estradas para variar. Tive a oportunidade de ir em cima do ônibus e apreciar o visual. Embora muita gente faça isso, ir em cima do ônibus, é super perigoso, portanto tenha consciência de que não é nada sábio, mas como era uma experiência única, arrisquei. Conheci gente que teve acidente no caminho e mesmo estando dentro do ônibus acabou machucando, imagina quem estava em cima.

Eu em cima do bus

Chegamos em Pokhara por volta das 17h. Um carro do hotel estava lá para me buscar, fiz check-in no hotel e fui jantar.

Pokhara é uma cidade bastante agradável, uma outra atmosfera. Os restaurantes são ótimos e foi o primeiro lugar que eu vi eles servindo carne, ou seja, não queria saber da onde vinha, só sei que resolvi experimentar e não achei ruim de jeito nenhum :)

Minha impressão do Nepal tem sido bem agradável. Ótima comida, pessoal muito legal e simpático, preços bastante acessíveis e o ar puro das montanhas! :)

Mal cheguei e já quero voltar!!!

Por Rafael Faria às 08h47

Crítica de Albergue - Varanasi

Na estação, pedimos o tuk tuk para nos levarmos ao Yogi Lodge, mas como eu já tinha lido na internet, aparentemente tem 2 Yogi Lodges e eles sempre te levam para o que fica longe do Rio. Eu apontei no mapa para onde eu queria ir e o tuk tuk ainda sim me levou para o errado. Eu não sabia qual era, embora eu tinha a estranha sensação que estavamos no errado, mas parecia decente portanto resolvemos ficar no que ele nos levou mesmo assim pelo menos por 1 noite, e trocariamos no dia seguinte se fosse muito ruim.

O hotel é bem simples, nada de mais, mas o mais importante é limpo. O banheiro é do lado de fora do quarto e o colchão da cama não é o mais confortável.

A comida no restaurante é até gostosa. Adorei o Veggie Chownmein e a sopa, que eu pedi para fazerem com água de garrafa.

Recepção

Decidi ficar por ali, mesmo depois de descobri sobre o outro Yogi, que aparentemente é o mesmo dono. Os hoteis são parecidos a única diferença é que o outro fica mais perto dos Ghats.

Eu não sei como são os outros hoteis mas se alguém tiver alguma sugestão sobre hoteis em Varanasi fique livre para comentar. Este pelo menos foi barato, como dividi o quarto com o israelense saiu 100 Rs pra cada.

Nome: OLD Yogi Lodge
Diária mais barata: 200 Rs.

Por Rafael Faria às 08h40

A cidade santa de Varanasi

Varanasi é considerada uma das cidades mais santa da Índia. As pessoas chegam a Varanasi para lavarem nas águas do Rio Ganges os pecados de toda a sua vida ou para cremarem os seus familiares.

Segundo à religão deles todas as vezes que você morre, dependendo do seu karma, você volta de uma forma na próxima vida. Acredita-se que morrendo aqui você recebe o moksha, a libertação do ciclo entre a vida e a morte, fazendo assim, Varanasi o coração da religião Hindu.

Logo de manhã, às 5h, fomos até os Ghats para um passeio no Ganges ao nascer do sol. Eu e Elad, pagamos 100 Rs cada por uma hora de barco ao longo do Rio. Esse "tour" é bem famoso e centenas de pessoas fazem todos os dias.

Galera embarcando nos barcos enquanto algumas pessoas tomavam banho no rio

Tem várias coisas acontecendo aqui nos Ghats, onde uma longa escadaria conecta ao rio santo.

Ao longo do Rio, você vê cadáveres boiando na água, porque pessoas santas não podem ser queimadas, em vez disso, eles amarram pedras e afundam os cadáveres, o problema é que eventualmente alguns voltam, portanto se você não tem estômago para isso, melhor nem se arriscar.

As águas do Rio são bem sujas, mas mesmo assim ao longo do seu passeio você vai ver pessoas tomando banho, nadando, fazendo Yoga, rezando e até lavando roupa. É realmente louco.

Galera tomando banho no rio

No final da viagem de barco, eles te levam ao Manikarnika Ghat, aonde as pessoas são cremadas. Lá você não pode tirar fotos portanto tenho apenas uma imagem de longe, do barco. São cremadas em média 300 pessoas por dia, e cada pessoa leva por volta de 3 horas. Quando acaba de ser cremada os parentes pegam os restos das que sobrou e as cinzas e atiram no rio.

Você pode, entretando, andar pelas várias fogueiras onde eles queimam os corpos na beira do Rio Ganges.

Fique apenas atento porque mesmo ali, os touts vão fazer de tudo para extorquir dinheiro de você. Vão inventar histórias, pedir doação para comprar madeira para as cremações, vão trazer alguém para te "abençoar" e depois vão pedir dinheiro. Não deêm ouvidos, você pode fazer tudo por ali sozinho.

Lugar onde eles cremam as pessoas. Cada fumaça é uma pessoa sendo cremada.

Este lugar é realmente bem especial e me admira bastante a fé que eles tem na religião deles. Queria eu ter metade da fé que eles tem.

Depois do passeio fomos procurar o Yogi Lodge que queriamos ter ido no começo. Ao achar acabamos trombando com um casal de australianos que fizemos em Khajuraho. O hotel parece ser o mesmo, alias, o que estavamos parecia ser até um pouquinho melhor. O que descobrimos depois foi que os dois hotéis são do mesmo dono, esse que fica perto do Rio chama Yogi Lodge e o outro chama OLD Yogi Lodge. Resolvemos ficar no outro mesmo, mas se você quiser achar este daqui fique atento com a palavra OLD.

Durante a tarde, resolvemos visitar os templos junto com o casal que conhecemos. O pessoal do hotel organizou tudo e pagamos 100 Rs para isso, incluindo os tuk tuk pra cima e pra baixo. Acho que valeu a pena porque a gente ainda tinha um guia que explicava tudo para nós.

A noite, no rio, mais uma vez eles tem uma cerimônia religiosa. A cerimônia é na beira e de frente para o rio, portanto você pode ficar na margem ou pode pagar um barco para fircar de frente à apresentação. Pagamos 140 Rs para o barco nos levar bem perto da margem de frente para o pessoal apresentando, mas logo começou a chover forte e como tinhamos câmera na mão acabamos saindo e procurando algum lugar para fugir da chuva. Lá se foram 140 Rs pra nada.

Assistimos um pouco da cerimônia de longe e logo resolvemos voltar para o hotel.

Cerimônia religiosa durante a noite

Muitas pessoas vêem para Varanasi e ficam 2,3,4 dias, 1 semana. Eu quero aproveitar Nepal o máximo que puder portanto acabei comprando um ticket de ônibus para o Nepal, que custou 750 Rs, mas esta incluso ônibus até a fronteira da Índia, acomodação de uma noite por lá, e depois um ônibus para Pokhara ou Kathmandu. Achei uma boa idéia.

Por Rafael Faria às 08h40

De Khajuraho à Varanasi

Como eu havia dito em um post anterior, eu e Elad, o israelense que eu conheci em Khajuraho, pagamos 400 Rs para que o cara da recepção organizasse os tickets de ônibus para Satna e o trem para Varanasi.

Acordamos as 5 da manhã e o cara do hotel nos levou até o lugar onde pegamos o ônibus, 11 km da cidade.

Esperando o ônibus

O ônibus é local, portanto não estavamos esperando muito. O que me chamou atenção são as camas que eles colocaram em cima dos bancos.

O ônibus chegou as 6h e estava lotado. O israelense e 2 alemães que também iam para lá sentaram na frente na cabine junto com o motorista, porque ao contrário do Brasil, aqui a cabine é bem grande e com assentos para passageiros.

Eu acabei sendo direcionado para um assento no meio do ônibus e para variar um pouquinho, como estava chovendo, o meu estava molhado. A janela tinha partes de vômitos de alguém que deve ter passado mal. Enfim, nojento.

Ônibus local de Khajuraho à Satna

Assim que eu tive uma oportunidade, fui pra frente na cabine com os outros.

De Khajuraho até Satna foram 3h30 de viagem, chegando por volta das 9h30. Na estação de ônibus pegamos um tuk tuk para a estação de trem que nos custou 20 Rs.

Fomos dar uma volta nos arredores da estação para ver se achavamos algo para comer mas não encontramos nada, compramos frutas e snaks e fomos esperar o trem.

Rolê pela cidade de Satna à procura de um restaurante

O trem para Varanasi era pra sair às 10h15 e atrasou 1 hora. Eu fiquei no Sleeper Class sem ar condicionado na cama de cima. Minhas mochilas são imensas portanto tive que me apertar para caber na cama com as mochilas, mas como eu estava tão cansado isso não me impediu de dormir por boas 5 horas.

Esperando o trem na estação

Definitivamente ar condicionado é um plus que eu não vou deixar de pegar quando eu tiver que fazer outra viagem. É realmente muito quente.

Eu tenho tido sorte com quem eu divido a cabine, desta vez conheci uma menina do Nepal onde ela me contou várias coisas sobre o pais e até se ofereceu como guia algum dia em Kathmandu.

Elad, que estava em outra cabine, acabou se juntando a nós para o resto da viagem, e enquanto eles conversam eu resolvi dar um outro cochilo.

chegamos por volta das 21h, com 1h30 de atraso e na saida ganhamos até presentinho. Muito gentil o pessoal do Nepal.

Depois de um banho gelado cai na cama morto de cansaço. Finalmente cheguei a Varanasi.

Por Rafael Faria às 08h40

Crítica de Albergue - Khajuraho

Khajuraho é bem pequeno portanto não existe uma vasta opção de hoteis. Procurando referencias na internet eu acabei decidindo ficar no Yogi Lodge.

O lugar é limpo, existe quartos entre 100 e 300 Rs e a única coisa que muda é o tamanho e se tem ou não tv.

Quarto do Hotel

O restaurante no terraço serve comida muito boa mas você tem também uma série de opções fora do hotel.

Eles tem Internet e custa 40 Rs a hora.

O pessoal que trabalha no hotel é bem simpático, bastante prestativo mas eu senti que eles se interessam muito em extorquir dinheiro de você seja lá o que você quiser reservar, trem ou ônibus. Portanto fique atento.

O Lugar é simples mas eu com certeza ficaria lá novamente, e recomendo.

Nome: Hotel Yogi Lodge
Site: http://www.lonelyplanet.com/
Diária mais barata: Quartos entre 100 e 300 Rs.

Por Rafael Faria às 08h39

Os templos de Kamasutra em Khajuraho

Khajuraho é um lugar bem legal porém bem pequeno. Famoso pelos seus templos, chamam a atenção por uma característica muito peculiar: as esculturas eróticas esculpidas na parede. Dos 85 templos de Khajuraho restaram 22 - todos com paredes adornadas por cenas altamente eróticas, representando diferentes posições do Kama Sutra.

Povo pervertido esses indianos, não?! (clique na imagem para ver dezenas de outras imagens)

Acordei bem cedo e resolvi visitar os chamados Western Group Temples, os principais templos de Khajuraho e o único que você tem que pagar, 250 Rs.

A chuva deu um tempo portanto foi bom aproveitar a manhã para fazer essa visita. É bem interessante ver as esculturas nos templos, e se você acha que você é pervertido, pense novamente. Você vai ver posições inéditas, orgias, threesome, mulheres com mulheres, e várias outras esculturas eróticas.

Esculturas exóticas do lado de fora dos templos

É realmente bem "interessante".

A tarde, com o meu amigo Elad de Israel, alugamos uma bicicleta, 30 Rs, e fomos visitar os templos do sul e do leste. Com a ajuda do meu amigo que eu fiz na noite passada que nos serviu de guia durante todo o tempo.

Andando de Bike no meio das vacas e muita lama

Como eu mencionei no começo do post, Khajuraho é bem pequeno portanto depois de visitar os templos resolvi continuar viagem em direção à Varanasi.

No hotel, paguei 400 Rs, e o cara da recepção organizou o ônibus para Satna e o ticket do trem até Varanasi.

Achei conveniente, porém você pode fazer todo o caminho separado você mesmo, como muitos fazem, e pagar um pouco menos.

Curiosidades (fonte: IG)

- O termo "Khajuraho" pode ser derivado da palavra Hindi "khajur", que significa Tamareira.

- Os monumentos foram classificados pela UNESCO como Patrimônio Mundial.

- Nenhum dos templos de Khajuraho contém temas relacionados com a sexualidade dentro dos templos, somente nas paredes externas (o visitante deveria deixar os seus desejos sexuais fora do templo).

- Os elementos eróticos estão presentes em cerca de 10% de todas as esculturas, representando cenas de erotismo ou sexo entre figuras humanas - e não entre divindades. Os 90% restantes representam situações da vida social, como mulheres se maquiando, músicos, camponeses, etc.

- Nos templos de Khajuraho, os ídolos de Shiva, Nandi, Princesa Durga e representações de encarnações de Vishnu, estão completamente vestidos.

Por Rafael Faria às 08h39

De Agra à Khajuraho

Peguei o trem às 10h15 e saiu exatamente na hora marcada. O destino, Jhansi, onde eu pegaria um ônibus para Khajuraho.

Desta vez fui sentado na cadeira no ar condicionado, me custou 300 Rs, mas não tenho certeza como chama a classe porque ainda me parece bem confuso as siglas que eles dão para os trem. Mas não reclamei muito porque apesar de levar 5 horas de viagem eu tive 3 acentos livres para mim e acabei cochilando um pouco. Cheguei lá por volta das 14h.

Chegando em Jhansi muitas pessoas quebram a viagem e passam a noite em Orchha, o que não é uma má ideia.

Quando fui procurar pelos ônibus para Khajuraho acabei descobrindo que não havia mais ônibus para turistas e que eu teria que pegar um ônibus local. Eu não anotei os horários mas sei que saem 4 ônibus entre 8h30 e 13h30.

Peguei um tuk tuk e fui direto para a estação de ônibus. O que me assustou porque é o lugar é realmente muito sujo e bagunçado. O ônibus então, me assutou mais ainda mas como eu vi alguns turistas e estava sem opção acabei embarcando. O ticket me custou 110 Rs mas o pessoa que eu conheci la me falou que pagaram 75 Rs.

A viagem foi surreal, algo que eu jamais experimentei na vida. O ônibus que vai até Chhatapur é caindo aos pedaços, e por causa da chuva o meu banco estava molhado, o que eu tive que lidar com isso durante 5 horas. Quando chovia eu ainda tive que me acostumar com a água pingando em mim durante vários estágios da viagem porque as janelas não seguram muito a água.

Para melhorar ainda, como não tinha espaço e meu laptop está na minha mochila, acabei carregando a minha mochila de mão no colo, que pesa por volta de 8kg durante todo o tempo.

O ônibus parece hora do rush em SP. Pega passageiros até não ter mais lugar e eu estava exatamente do lado da porta, onde toda hora alguém acabava se esbarrando e batendo na minha perna.

Chegando em Chhatapur tivemos que trocar de ônibus onde o cara do primeiro ônibus falou que eu não precisava pagar mas assim que ele desceu do ônibus o cobrador veio me dizer que eu preciso pagar sim e quando tentei argumentar e achar o outro cara do ônibus ele já tinha ido embora a muito tempo. Enfim, para não ter que discutir acabei pagando os 29 Rs que ele me cobrou.

As pessoas nos ônibus não respeitam ninguém. É o povo tocando música no celular o tempo inteiro, criança gritando, bebê chorando.

Praticamente um pesadelo.

Fiquei feliz que finalmente lá por volta das 8h30 da noite eu cheguei em Khajuraho, onde eu fiz check in no hotel e fui comer algo.

No caminho para o restaurante eu conheci um indiano que veio com um papo falando que queria praticar inglês, alias, fique atento porque esse é a forma mais comum que você vai ouvir de alguém pra se aproximar de você e pedir dinheiro. Acabei convidando ele para comer comigo e me contar um pouco sobre as tradições deles. Pela primeira vez eu tive a coragem de experimentar um prato típico, Thaly com legumes.

Comida típica

Dei a noite por encerrada e fui descansar, afinal, foi um longo dia.

Por Rafael Faria às 08h38

Crítica de Albergue - Agra

Fiquei no Turist Rest House e tenho que dizer que é um dos melhores hotéis que eu fiquei na Índia. Extremamente limpo, quarto grande e ar condicionado. Paguei 650 Rs, um dinheiro muito bem pago pela qualidade do hotel.

Quarto do Hotel

O pessoal lá muito hospitaleiro, me trataram como membro da família.

O restaurante no centro do hotel lhe da oportunidade para conhecer outras pessoas e a comida é bem gostosa.

Este foi único hotel que eu encontrei que tinha Wi-fi por meros 100 Rs o dia. Embora eu não tinha muito tempo para usar a interenet, acabei pagando porque precisava resolver algumas coisas da viagem, fazer algumas pesquisas de lugares e principalmente para ligar para minha mama porque era aniversário dela.

Enfim, ALTAMENTE recomendado, e com certeza se um dia voltar em Agra voltarei a ficar no hotel.

Nome: Tourists Rest House
Site: http://www.tripadvisor.com/
Diária mais barata: 350 Rs sem A/C e 650 com A/C

Por Rafael Faria às 08h38

O incrível Taj Mahal

Acordei as 4h30 e peguei um tuk tuk para o Taj Mahal às 5h, por causa da hora só conseguir um tuk tuk por 40 Rs.

Cheguei lá bem cedo, no West Gate, por volta de 5h15 pois o ticket office só abre as 5h45, mas valeu a pena porque eu fui o primeiro da fila.

O ticket custa 750 Rs, um pouco salgado, ainda mais se comparado ao que os indianos pagam, 10 rs. :)

Enquanto eu espero vários guias me ofereceram os serviços, alguns por meros 450 Rs, que eu, claro, recusei.

Eu sugiro ir no nascer do sol porque depois fica tão cheio que você pode levar horas para entrar.

Os portões abrem apenas 6h10 e eu mais uma vez fui um dos primeiros da fila, o que foi ótimo, porque ao entrar no Taj Mahal não havia absolutamente ninguém e eu consegui tirar várias fotos legais antes do lugar encher de gente.

Para quem não sabe o Taj Mahal foi construido por Shah Jahan em memória à sua segunda mulher Mumtaz Mahal que morreu dando a luz ao seu 14 filho.

Taj Mahal refletido na água

O Taj Mahal é uma das 7 maravilhas do mundo e um dos principais atrações da Índia. Mas fique atento porque é fechado aos sábados e muitas vezes eles fecham também para visitas importantes como a do primeiro ministro no dia que eu estava lá.

Estar ali foi mágico, inesquecível e certamente um dos prédios mais lindos que eu já vi na minha vida. Pelo que eu li é também muito bonito ver o sol se pondo do roof top de algum dos cafés da cidade. Procure saber com o seu hotel.

Minha foto favorita do Taj Mahal

Muitos saem dali e vão até o Agra Fort, que com o seu ingresso eu acho que você tem um desconto ou é de graça. Eu não tenho certeza porque sai dali as 8h30 e fui direto pro hotel pegar a minha mochila e ir para a estação de trem e fazer o meu caminho até Kajuraho.

Por Rafael Faria às 08h36

Fathepur Sikri

Acordei bem cedo, fui até o escritório de turismo e comprei o meu ticket para Agra que saia as 11:30. Ainda não sei bem como funciona os trem aqui na Índia por isso acabei pegando o que eles chamam de AC2. Ou seja, em cada cabine tem 4 camas, Upper e Lower (cima e baixo) com Ar condicionado. No caso de AC3 por exemplo, são 6 camas em cada cabine porque eles tem uma no meio entre a de cima e a de baixo. O meu ticket custou 437 Rs, um pouco salgado mas eu ainda não sabia como funcionava os trens.

Comprei também o meu ticket para Jhansi, onde eu farei o meu caminho para Khajuraho no dia seguinte as 10h15 logo depois de visitar o Taj Mahal.

Cheguei me Agra por volta das 14h30 e fiz o check-in no hotel e fui almoçar. Por volta das 16h30 eu fui tentar descobrir como eu iria para Fathepur Sikri. Teoricamente você tem que pegar um ônibus e leva por volta de 1h, 1h e meia e último ônibus de volta é as 17h30 e embora existam outros ônibus de volta para Agra se você ficar parado no meio da estrada preferi ir pela solução mais fácil porém mais cara.

O pessoal do hotel me ofereceu um taxi para me levar e me trazer por 750 Rs. Eu achei salgado e tentei negociar mas eles não abaixaram nem um centavo e como eu estava sem tempo e realmente queria ir lá acabei rendendo.

Chegando lá um guia se apresenta para você e oferece os serviços por meros 400 Rs. Claro que eu disse que não e que eu faria o meu próprio tour uma vez que eu só tinha tempo para visitar o Jama Masjid. O livro do Lonely Planet diz que um guia costuma ser 150 Rs portanto eu ofereci pagar essa quantia e ele me apresentou outro guia e acabei aceitando.

Na mesquita você não paga nada, apenas para deixar o seu sapato/tênis na porta mas são meros 5 Rs que o meu guia acabou pagando.

Frente da Mesquita

Você entra pelo que eles chamam de Victory Gate, ou portão da vitória. A mesquita é enorme e no meio dela você encontra a tumba do Shaikh Salim Chishti feita de mármore branco. Dentro você pode amarrar um cordão na parede e fazer um "pedido", lógico, pagando um preço. Dentro da mesquita estão enterrados todos os membros da família do Shaikh, e os que aindam restam também serão enterrados lá.

Tumba do Shaikh Salim Chishti

Valeu a pena visitar a mesquita e com o guia lá com certeza fez o tour mais interessante.

No final, amizade com o guia e os amigos

De volta ao hotel fui jantar e descansar um pouco porque eu planejo acordar as 4h30 e ver o sol nascer dentro do Taj Mahal.

Por Rafael Faria às 08h35

Crítica de Albergue - New Delhi

Eu fiquei no RAK International, um hotel em Pahar Ganj.

Paguei 400 Rs em um quarto sem ar condicionado mas com banheiro. Arrependimento total, de agora em diante eu não fico em quarto que não tenha ar condicionado. Por 650 eu poderia ter pego um, mas valeu a experiência. Agora eu sei! De tarde é difícil até de respirar dentro do quarto, e embora tenha ventilador no teto, não é suficiente. Pague mais para um pouco de conforto, uma vez que 650 Rs é apenas 24 reais ou 13 doláres.

O quarto é limpo, muito mais do que eu estava esperando. Cama king size, tv, banheiro. Água quente é lenda, mas aqui não importa muito porque o que eu mais queria naquele quarto era água estupidamente gelada, porque é MUITO quente lá dentro.

Bar e área de fumantes

Eu li bastante recomendações do hotel e não tenho o que reclamar, levando em consideração que estamos na Índia.

Se você se perder para achar o hotel, por mais perto que esteja, peça para um dos cycle rickshaw te levarem lá. Você vai gastar umas 10 Rs mas pelo menos não vai ficar perdido pelo bazar carregando peso nas costas.

Nome: Hotel RAK International
Site: http://www.hotelrakinternational.com/
Diária mais barata: 350 Rs sem A/C, 650 Rs com A/C

Por Rafael Faria às 08h34

Perambulando em New Delhi

Após o meu check-in no hotel, fui perambular pelo bazar. Explorar o lugar. Com o tempo você acaba se acostumando com a imundisse do lugar.

Não esqueça o repelente porque moscas e mosquitos estão em todos os lugares.

Ta bom, você deve estar achando que eu estou andando pelo lixão de São Paulo né? Bem, não é TÃO sujo assim, mas pode ser um choque, acredite.

Fui até a estação de trem para ver sobre os trens para Agra. Ao contrário do que eu havia pesquisado, existem vários trens durante o dia inteiro. O mais rápido porém sai as 6h15, número 2002, e demora 2 horas. Obviamente é mais caro.

Aqui pode ser um pouco chocante, porque você vê as pessoas espalhadas e dormindo pelo chão. Tome cuidado também com os touts que vão tentar importunar você o tempo inteiro.

Na estação de trem

Na estação de trem, a não ser que você vá viajar nas próximas 2 horas, você compra o seu ticket no Escritório de Turismo, no segundo andar. Você vai ver várias placas azuis apontando o caminho. E não esqueça o seu passaporte.

Se você precisar acessar internet, nas ruas do bazar você vai ver vários lugares anunciando. Os computadores, na maioria das vezes, são de 1900 e la vai bolinha. Deu saudade do meu 386, se é que você me entende! :)

Visitei também a mesquita e o bazar de Jama Masjid. Esta é a maior mesquita da Índia, o prédio em si não é tão interessante mas vale a pena entrar dentro dela. Não me deixaram tirar fotos e custa 20 Rs.

Jama Masjid, a maior mesquita da Índia

Para chegar lá me custou 50 Rs para ir e para voltar, em um daqueles auto rickshaw, a motinha amarela de 3 rodas que você vai ver em todo lugar, e embora eu ache que este preço ainda é bastante alto, como você é turista duvido que eles abaixem muito, mas, vale a pena tentar.

Ainda estou receioso para experimentar a comida. O que eu acho que vai ser o meu maior desafio aqui. Não porque eu estou com medo de experimentar algo, mas tenho medo de ficar com o estômago ruim portanto ainda estou procurando algo "seguro" para comer.

Salgados feito na hora nas ruas de Pahar Ganj

Experimentei as batatas fritas que eles vendem nas ruas. Comi bastante frutas. Até achei um McDonalds que estava fechado mas acabei me rendendo à um sorvete de casquinha.

Espero conseguir achar algum lugar legal para comer algo decente.

A noite, conheci um casal de israelenses e fomos ver o Red Fort. Como já estava a noite, eles tem um "espetáculo" chamado Sounds and Light. Resolvemos entrar e ver. Custa 60 Rs e eu não vou fazer uma recomendação porque eu particularmente achei um tédio, inclusive, nem fiquei até o final. E não dá para ver o forte direito por dentro porque não tem muita luminosidade.

Red Fort, a noite, durante o show de luzes e som

A ida, dividimos um auto rickshaw denovo, o que eu acho que é o transporte oficial já que taxis costumam ser mais caros. Eles provavelmente vão jogar um preço altissimo e se você tiver paciência para barganhar, barganhe! Se você achar que não está justo o preço, ignore e procure outro, existem centenas de milhares um atras do outro. Uma hora ou outra eles vão fazer um preço justo. Pagamos 80 Rs para ir e na volta, um policial muito gente boa, parou um auto ricksaw e conversou com o cara e acabamos pagando 45 Rs.

Rickshaw, o meio de transporte mais popular da Índia

Na volta dei o meu dia por encerrado. Tomei outro banho e fui deitar. Acordei as 5 da manhã e não consigo dormir, onde peguei o meu computador para escrever este post. O jetlag ainda está me pegando. São 5h30 de diferença entre aqui e Londres, ou seja, está tudo bagunçado.

Outra dica, essa muito importante, não escove os dentes ou coloque a água da torneira ou do chuveiro na boca. Utilize sempre água engarrafada. Acredite, faz a diferença.

Eu estava pensando em ficar aqui até sabado, pois o Taj Mahal não abre nas sexta-feiras, mas decidi pegar um trem logo mais para Agra e pelo menos visitar Fatehpur Sikri se tiver aberto. Portanto escrevo mais de Agra quando tiver tempo.

Por Rafael Faria às 08h34

Índia, as minhas primeiras impressões

Finalmente chegou o dia da minha viagem para a Índia. Muitas pessoas me perguntaram "O que você vai fazer na Índia", e embora eu não saiba a resposta, eu me empolgo mais ainda para visitar o país e descobrir o que tem para fazer aqui.

Bom, ao longo da minha jornada espero que você descubra comigo o que tem para fazer na Índia e espero que possamos aprender um pouco mais sobre esse país e também um pouco sobre o Nepal.

Antes de mais nada, recomendo comprar o guia da Índia, do Lonely Planet. Provavelmente você não vai achar ele em português, mas mesmo assim vale a pena.

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Bom, no aeroporto de Londres eu descobri que você não pode trazer Indian Rupees, a moeda deles, pro país, e se trouxer você tem que preencher uma papelada, algo bem complicado. Me parece que eles querem que você troque a moeda ou saque nos ATM dentro da Índia, pelo menos foi o que eu entendi. Só não sei como eles podem checar isso, mas, em todo caso deixei para trocar no aeroporto.

Fui de British Airways, cheguei no aeroporto e descobri que não tinha assento para mim então eles me deram um upgrade e me colocaram numa classe chamada "pré-econônica", uma classe "melhorzinha" que a econômica mas nem tanto assim. Bom, melhor que nada né?! A comida é horrível.

Chegando em Delhi, a imigração foi tranquila, muito melhor do que haviam me falado. Egito até agora é o lugar mais bagunçado que eu passei, e infelizmente não tenho foto! :( O que eles se preocupam muito aqui é sobre a gripe suína. Antes de passar pelo controle de imigração você passa por um "Health Check", onde você entrega um formulário falando sobre os países que você passou e como anda a sua saúde.

Na imigração, controle de saúde

Na saída, reserve um taxi no seu lado esquerdo, onde diz Turist Police. É o mais confiável e o mais barato. Eu paguei 240 Rs para Pahar Ganj. Se você achar alguém que vai para o mesmo lugar que você, dividir sai ainda mais barato.

No transito, a primeira impressão da Índia. Buzina, Buzina, Buzina. É tudo que você vai ouvir durante todo o trajeto até o seu hotel ou em qualquer lugar que você vá em Delhi. É incrível o tanto que o trânsito aqui é louco. Mas funciona, pra eles!

Se o taxista te perguntar alguma coisa sobre hoteis e etc, não dê muito ouvido porque eles vão querer inventar alguma história para te levar para outros hotéis onde eles ganham comissão. Escutei várias histórias sobre taxistas que inventaram que o hotel tava fechado, ou que eles estavam cheios e coisas do tipo. Diz que é a sua segunda ou terceira vez em Delhi, que você tem amigos te esperando no hotel e que você já tem reserva e pagou o hotel. Acaba qualquer tipo de argumento.

Essa época do ano, outubro, fim das monsoons, como eles chamam, ou seja, as chuvas, é MUITO úmido. Não, não, íncrívelmente úmido. Eu acho que a umidade aqui chega a 100%.

Em Pahar Ganj, no Main Bazar, você vai sentir um choque. As ruas são extremamente sujas, mesmo assim você várias tentativas de pessoas tentando varrer o lixo de frente de suas lojas. Não existe lixeira e eu me senti extremamente desconfortável tendo que jogar lixo na rua ou em algum canto por isso tinha o bolso cheio de lixo o tempo inteiro. É realmente muito triste, e confesso que comecei a ter dó das pessoas que vivem por aqui. Me fez dar muito valor no lugar em que eu moro e eu acho que as pessoas que não dão, deveriam passar pelo menos 1 único dia por aqui, vão achar que nde você vive, por pior que seja, é o paraíso.

Ruas de Pahar Ganj

Lixo em toda parte, não importa onde você vá. Merda nas calçadas e na rua, e para ser sincero eu não acho que seja de algum animal, embora você veja muito cavalo e vaca perambulando pelas ruelas do bazar.

Bom, mas eu sei que isso é a impressão de Delhi, tenho certeza que existem vários outros lugares mais legais pra visitar e que eu teria uma impressão completamente diferente!

Aqui você precisa ficar atento, ouviu uma buzina saia da frente porque eles não param.

Vou explorar um pouco a cidade e volto com um post comentando. Essas foram as minhas primeiras impressões.

Por Rafael Faria às 08h33

Sobre o Autor

Rafael Faria, 30 anos, trabalhou como webmaster no Brasil por 8 anos, se mudou para a Austrália em 2007, onde morou por mais 2 anos, trabalhando como gerente de projetos. Em 2009 decidiu realizar um sonho, resolveu “largar tudo”, colocou uma mochila nas costas e saiu pra explorar o mundo durante 9 meses.

Sobre o Blog

O objetivo deste blog é relatar, sob o ponto de vista de um mochileiro nada jornalista, as aventuras, as dificuldades e as experiências de cada roteiro planejado. Além, é claro, compartilhar minhas aventuras com familiares, amigos e todos que pretendem fazer o mesmo um dia.

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